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Belas criaturas que vivem ao luar. Astutos como tudo e sem remorsos, não ligam a más memórias e ultrapassam situações em menos de um instante. Vivem para dormir, comer, fazer necessidades e o mais importante sonhar. O sonho nota-se, no olhar que infiltra a noite dentro, como que uma vontade que estremece a alma, mas leve. Qual é o sonho?
Quem sabe. Talvez queiram ser humanos, pássaros, insetos ou até a brisa de verão. O certo é que sonham. Nada os impede de sonhar se excluirmos a morte.
Vivem pouco tempo. Aliás, eles vivem o tempo deles e nós o nosso. São tempos diferentes. Mas a morte não os assusta, vivem na ingenuidade da vida. Não seria melhor assim?
O próprio.
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